Uma boa respiração desestressa, clareia a mente, aumenta a disposição, ajuda a prevenir doenças... Já deu para ver o quanto é importante (ainda mais para quem pratica yoga!). Então, abrace essas dicas para viver melhor... respirando!
Texto • Thiago Perin
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Quanto mais rápido você respira, maior é o estresse descarregado no organismo. O ritmo ideal de alternação das inspirações e expirações deve ser como o de uma canção de ninar: delicado, suave e agradavelmente fluído.
Quando inspiramos, nosso diafragma desce até o abdômen, movimentando os músculos abdominais e movendo gentilmente a barriga. Na expiração, ele retorna para perto do coração, e aí a barriga também volta ao seu lugar. Dê uma olhadinha para baixo: a sua está se mexendo? Se não, é sinal de que você não está respirando como deveria.
Momentos de estresse costumam vir acompanhados de expirações curtas e fracionadas. Já quando você está relaxado, a expiração é naturalmente mais longa do que a inspiração. Preste bem atenção nisso! O ideal é que você inspire sempre em um tempo e expire em dois. Ou seja: se levar dois segundos inspirando, expire em quatro segundos. Mas, para começar, vale tentar apenas estender cada expiração em um ou dois segundos.
Por mais zen que alguém seja, tem horas em que não dá para evitar: algo acontece e a cabeça esquenta, seja de raiva, de preocupação ou de puro estresse. Quando sua respiração começar a ficar alterada, canalize toda a atenção unicamente para a entrada e saída do ar. Ficar atento a esse processo, sentindo o fluxo do oxigênio pelo corpo, já é um relaxamento e tanto.
Quando estamos nervosos, temos a tendência de contrair os músculos superiores, especialmente os dos ombros e da garganta. Isso coloca vários obstáculos no caminho do ar dentro do corpo. Evite esse problema: procure relaxar o maxilar, o pescoço, a garganta e os ombros. Tente visualizar o trajeto interno do ar, desde as narinas até os pulmões, relaxando os músculos gradualmente enquanto inspira.
6. TOME CUIDADO COM A POSTURAFicar com as costas curvadas prejudica um bocado a entrada, a saída e a distribuição do ar. O resultado disso é um baita cansaço, falta de energia e dores chatas por todo o corpo. Se você passa a maior parte do seu dia sentado, que tal dar uma boa alongada e endireitar a coluna agora mesmo? Faz uma diferença...
Visualize um bebê dormindo. Enquanto ele respira, sua barriguinha incha e desincha, seus ombros sobem e descem, sua espinha se ondula gentilmente. É uma mini-massagem completa nos músculos e órgãos, capaz de aquietar cada célula interna. Então, aprenda com os pequenos!
Quando estamos relaxados, o final de cada expiração é naturalmente pontuado por uma pequena pausa. Valorize essa pausa. Inspire, segure o ar, expire e então dê dois segundos aos pulmões. Assim, fica bem mais fácil relaxar.
Bata o pó dos tapetes, abra as janelas, deixe a luz e o ar penetrarem em todos os cômodos da sua casa. E, sempre que puder, mergulhe na natureza em busca de ar puro. Não dá para tirar um fim de semana e ir ao campo? Mesmo as grandes metrópoles oferecem espaços arborizados e tranquilos para você encher os pulmões de saúde.
Nossa respiração sofre influência direta de nosso estado mental. Uma mente agitada produz uma respiração agitada. Uma mente tranquila, é claro, produz uma respiração tranquila. Pense nisso quando o mundo pedir que você corra e faça mil coisas às pressas. Seguir o seu ritmo é mais saudável e pode, por sinal, ser muito mais produtivo.