5 grandes segredos da paquera

Publicado por Redação em 25/10/2010 às 18h09

Em uma época em que as piscadelas de olho já não surtem mais efeito, a solução é aperfeiçoar-se na arte da conquista. Confira algumas dicas valiosas para você acertar o alvo sem precisar da ajuda do cupido

Texto • Paula Bianca de Oliveira
 


 

A noite parecia ser perfeita: boa música, boa bebida, boa companhia e, para melhorar, o rapaz com quem você trocou olhares durante a festa toda pede seu telefone. Yes! Suspirante, você segue para o estacionamento, entra no carro e, bip-bip, já recebe uma mensagem dele. Hum, legal, ele quis ser fofo. “Amanhã eu respondo”, pensa você. Só que, meia hora depois, o fulano insiste em mandar um novo torpedo, perguntando se você vai mesmo “ignorá-lo”... E o que poderia ser um ótimo começo de paquera vira mais um mala-sem-alça em sua vida.

Para jamais cometer equívocos como esse – e manter-se longe de outras tantas gafes que permeiam o mundo da paquera – vale a pena conferir as preciosas dicas do terapeuta Sérgio Savian. Fundador da Escola de Relacionamento Mudança de Hábito e da ONG que leva o mesmo nome, Savian especializou-se nessa área há mais de 30 anos e, desde então, atende a pessoas que querem potencializar seu poder de conquista. Entre os livros que já publicou, está o didático Paquera – brincadeira de gente grande (Ed. Rideel).

“A regra de ouro da paquera é estar aberto ao mundo, livre de preconceitos. Para isso, a boa percepção de si mesmo, a autoestima, e a boa percepção do outro são fundamentais”, aconselha Savian. “É preciso estar pronto para compreender o outro, enxergar o que ele tem de melhor e estar disposto a oferecer o que você mesmo tem de mais valioso”, explica.

 

De volta à noite que seria perfeita...

Ok, esqueça o rapaz da tal festa. Ou ele é um baita de um inseguro ou está muito carente – ou, pior ainda, as duas coisas! Mas, vamos supor que ele tivesse parado na primeira mensagem. Já não estaria bom demais? Estaria excelente. “O senso de oportunidade é muito importante na hora da paquera. Por isso, é necessário ter presença de espírito para saber a hora certa de se manifestar – seja com um toque mais carinhoso, um elogio ou um telefonema no meio da tarde”, pondera o terapeuta. “No caso dos torpedos pelo celular, muito comuns hoje em dia, é preciso haver equilíbrio. Se ele ou ela não responder sua mensagem, tenha dignidade e espere. Jamais bombardeie seu alvo com torpedos consecutivos”, sentencia o terapeuta.

 

Acariciando o ego

Agora que você já parou de pensar no rapaz da outra noite, que tal dar atenção para aquele seu amigo que vive te elogiando? De acordo com o nosso expert da paquera, os elogios sinceros sempre fazem sucesso entre as mulheres. “Elas adoram quando os homens são mais atenciosos e elogiam mesmo pequenos detalhes de seu visual”, afirma Sérgio. Porém, se o amigo em questão ficar só reparando em seu novo corte de cabelo ou dizendo que você fica um charme com sua nova calça jeans, mau sinal. Ele pode perder a hora certa de te convidar para sair. “As mais moderninhas podem até negar, mas a verdade é que as mulheres estão sempre esperando que o homem tome a iniciativa. Por isso, para eles, o mínimo de ousadia é fundamental”, defende.

 

Solte a língua... mas nem tanto!

Digamos, então, que esse amigo soube aproveitar as chances e finalmente te chamou para sair. Esperto, sugeriu um jantar no mais novo e descolado restaurante da cidade – ponto para ele! “Enquanto um bar ou restaurante privilegia a conversa, que é mais importante nesse primeiro momento, em uma balada ou casa noturna o que conta mais é a aparência e a linguagem corporal”, afirma o terapeuta. Já no restaurante, o importante é controlar a língua – no sentido menos caliente da coisa. “Falar demais denota um egocentrismo exagerado. Ou seja, você mal está prestando atenção na pessoa que está ali na sua frente. O ideal é manter uma conversa empática e sem atropelos”, recomenda Savian. Evite também falar sobre temas polêmicos, como política e religião, ou papos íntimos demais. “Nada pior que sugerir temas sexuais logo de cara. É melhor deixar esses assuntos para quando vocês se conhecerem melhor”, aconselha.

 

Entre uma garfada e outra

A comida estava deliciosa, o ambiente, um charme, e o moço deixou a conversa fluir com toda a naturalidade. Você estava apostando em um final feliz, até que uns drinks a mais fizeram o caldo entornar. “Beber demais é o primeiro passo para tornar-se inconveniente”, avisa o terapeuta. E foi o que bastou para o ex-futuro-atual-pretendente acelerasse o ritmo e passasse a fazer perguntas demais, uma seguida da outra. Nessa hora, o melhor a fazer é pedir a conta e evitar que o bate-papo fique com cara de inquérito policial. Mas... E agora? Rachar ou não rachar? Eis a questão. “Sim, estamos no século 21, mas ainda é de bom tom que, ao menos no primeiro encontro, o homem pague as despesas”, diz nosso amigo Sérgio. Então tá!

 

Seja você, sempre!

De volta para casa, você pensa em desistir do mundo da paquera... Nada disso! Ainda tem muita gente interessante por aí. E você não precisa se ater a lugares específicos ou a estratégias mirabolantes. Para conquistar alguém, o grande segredo é descobrir sua verdadeira essência e ser você mesmo(a). “O amor é reservado às pessoas autênticas; é isso o que as torna mais atraentes”, diz Sérgio. Então, antes de se aventurar pelas trilhas que levam ao outro, que tal se atirar primeiro no prazeroso caminho que leva ao que há de mais interessante em você? Bom passeio!