Invista no autoconhecimento

Publicado por Redação em 05/08/2010 às 20h34

Saber quais são as possíveis reações – as suas e as de quem está ao seu redor – não é tarefa fácil. É preciso percepção e consciência, ambos desenvolvidos por meio do simples ato de observar

Em sua própria companhia

Texto • Redação
 


 

Dalai Lama disse, certa vez, que de nada adiantava nos esforçarmos para obter resultados no mundo exterior, se não soubéssemos controlar primeiro o nosso mundo interior. Não é por acaso que o mestre serve de referência por seus ensinamentos, afinal, o objetivo de atingir este autocontrole é comum a muitas pessoas.

Entre outras coisas, as habilidades desenvolvidas com a inteligência emocional permitem, justamente, que todos tenham mais domínio sobre a própria vida, como aponta o psicólogo e master em Programação Neurolinguística (PNL) Deroní Sabbi no livro Sinto, logo existo (Editora Alcance). Chegar ao autoconhecimento pleno significa ter uma grande consciência corporal, ou seja, saber mais sobre as sensações, emoções, atitudes, reações e também sobre a maneira como nos relacionamos com o próximo.

Primeiros passos

Primeiros passos

Criar certa consciência sobre a respiração e o corpo é o início da descoberta. A tentativa se dá na procura pelas próprias tensões e emoções. Uma atitude simples é relaxar o maxilar quando percebê-lo tenso. Da mesma forma, podemos ser menos severos com nossos pensamentos à medida que existe o poder de direcionar o foco de atenção para o que realmente importa. “Com essa ação, sabemos que 10% é o fato em si e 90% é o que fazemos quando isso acontece”, explica Sabbi.

A ordem é silenciar

A ordem é silenciar

Ao contrário do que se pensa, calar não é perder tempo, mas desenvolver sabedoria. Ou seja, reservar uns minutos diários da agenda para ficar com a melhor companhia, a nossa. E mais: não desenvolver os pensamentos, apenas vê-los indo e vindo, para manter contato com o silêncio. Como já dizia Gandhi, o jejum de palavras faz tanto bem à vida quanto o jejum de comida. Com o tempo, começamos a ter acesso às nossas verdadeiras emoções e agitações. É exatamente aí que entra a meditação, ensinamento milenar que deve ser levado a sério, afinal, é a mente que nos conduz à felicidade.

Yoga

Yoga

Unir mente e corpo é a proposta do yoga. Por meio de posturas, exercícios respiratórios e de interiorização, a consciência se amplia e os praticantes desenvolvem a percepção de seus movimentos, respiração e pensamentos. O mundo passa a ser visto com outros olhos, os da não-violência, de não magoar ou ofender ninguém, inclusive a si próprio. Segundo Paramahansa Yogananda, um dos yogues mais respeitados do mundo, a beleza da posse mais valiosa, que pode estar bem à sua frente, desaparece quando os pensamentos dela se retiram. Apenas quando você focaliza a sua mente é que percebe o encanto. Portanto, é razoável dizer que dentro de nós, e não fora, reside quase toda a felicidade que buscamos. 

Corpo em harmonia

Corpo em harmonia

O tai chi chuan, arte milenar chinesa, também é uma ótima opção para desvendar os segredos internos. Conhecida por trazer longevidade e qualidade de vida, a prática garante o relaxamento do corpo. Os exercícios contribuem para o desenvolvimento do equilíbrio emocional, além da consciência postural. É importante saber que esses benefícios valiosos só acontecem se houver percepção, atenção e dedicação.