Yamas e niyamas nada mais são do que preceitos morais formulados com o objetivo de ajudar o ser humano a evoluir. É o que explicam as autoras Márcia De Luca e Lúcia Barros no livro "Ayurveda: cultura de bem viver". Confira um trecho da obra e entenda como funciona esta relação
Texto • Redação
Adentrar o universo do yoga consiste, num primeiro nível, em adotar os princípios éticos tradicionais que norteiam a prática (e a vida!) de todo praticante. De acordo com as escolas clássicas da filosofia, a formação do caráter do yogin (uma das formas de chamar quem pratica yoga) dentro desses padrões é imprescindível para que a prática flua de maneira positiva. Ou sej: treinar posturas físicas sem respeitar esses princípios não é praticar yoga em sua verdadeira essência.
Ao todo, são dez atitudes básicas que permitem ao yogin evoluir na vida: cinco yamas (o que não se deve fazer) e cinco niyamas (o que se deve fazer). A adoção desses princípios éticos pode ser feita como um exercício: algo que executamos conscientemente durante algumas horas, todos os dias, para ir observando nossas próprias reações. Com o tempo, a ética se incorpora a todos os aspectos da nossa vida por meio daquele processo: cada ação gera uma memória em nossas células e o consequente desejo de repeti-la.
Portanto, assim como a mais longa jornada começa com o primeiro passo, vamos tentar este exercício: de início, escolha apenas um dos yamas e um dos niyamas. Os outros se manifestarão naturalmente, como conseqüência de nossa nova postura. Que tal? Confira, a seguir, o que diz cada um desses importantes mandamentos.