Em versos milenares, o sábio Patanjali nos Yoga Sutras descreveu a trajetória a ser seguida por quem quer conquistar todos os benefícios que o yoga tem a oferecer. A seguir, confira como trilhar esse caminho
Texto • Renata Dias | Ilustrações • Fabrício Alencar
Oito estágios rumo à iluminação, oito preceitos de um sistema filosófico milenar, oito atitudes que devem ser incluídas integralmente no dia a dia de quem busca o equilíbrio perfeito entre corpo, mente e espírito. São muitas as maneiras de definir, mas todas representam o mesmo conceito: o caminho – descrito nos Yoga Sutras, pelo sábio Patanjali – que o indivíduo deve seguir para atingir a completa libertação da alma.
Antes de conhecer cada uma das etapas, no entanto, é preciso fazer uma viagem no tempo, para quase cinco mil anos atrás, na Índia antiga. Nesse período, surgiram – espalhadas pelos Vedas (textos sagrados que compõem a base do hinduísmo) – as primeiras referências sobre a filosofia que, mais tarde, viria a ser chamada de yoga. Desde então, ela começou a ser disseminada pelo país, sempre oralmente, de mestre para discípulo.
Todo esse rico conhecimento só seria sintetizado em um texto escrito séculos depois. O empreendedor da tarefa foi Patanjali, uma figura tão importante quanto enigmática dentro da história do yoga – é considerado o pai da filosofia, mas os historiadores nunca encontraram informações precisas sobre seu local de nascimento e trajetória de vida. Seus escritos datam do século 2 a.C. e são os chamados Yoga Sutras. “Podemos defini-los como um conjunto de 196 textos curtos que escondem profundos significados e ensinam, por meio de oito passos, como se tornar senhor de si mesmo”, explica Beatriz Barros, professora de yoga do Centro Integrado Corpo e Mente, de Santo André.
Esses ensinamentos, que a seguir você confere detalhadamente, fazem parte das raízes do que hoje chamamos de raja yoga (em sânscrito, yoga real), a vertente mais antiga da filosofia. Que tal tentar colocá-los em prática?