Depois de sistematizar o yoga por meio dos Yoga Sutras, Patanjali criou o Raja Yoga, ou “yoga real”. Vertente clássica, o raja é considerado uma prática suprema, integral. É a síntese dos yogas, ou “caminhos para união com Deus”, descritos na filosofia Vedanta. Seu objetivo é a comunhão com Deus, por meio da prática da meditação, vivência de elevada ética de conduta, serviço impessoal ao mundo e veracidade. É uma modalidade que inclui os sistemas Karma (reta ação), Gnana (sabedoria) e Bhakti (amor).
A prática do raja engloba pranayamas (controle do alento), irradiação de amor universal, namaskara (rendição total e irrestrita a Deus) e a compreensão do bhavana (conceito da Unidade Divina). A meditação é dividida em externa, interna e transcendental, dando ao praticante o despertar dos poderes latentes e divinos do ser, bem-estar físico e mental, caráter, magnanimidade e a aproximação aos Seres da Luz. Os principais mestres dessa modalidade são Sri Krishna e Mitra Deva.