Conheça a trajetória e o legado do mestre indiano que, acreditando no caráter universal da sabedoria indiana, dedicou grande parte da vida para torná-la acessível aos ocidentais
Texto • Carla Bruzzi
Swami Sivananda Saraswati (1887-1963) teria sido apenas um sábio e desenvolvido yogue se não tivesse dedicado grande parte da sua vida a uma tarefa que, à primeira vista, não parecia muito compensadora: divulgar a milenar sabedoria do yoga no Ocidente. Sempre seguindo o raja yoga, a vertente que enfatiza os aspectos espirituais e mentais na busca pela iluminação, Sivananda escreveu os primeiros textos em inglês sobre a filosofia, com os quais apresentou ao mundo uma nova e fascinante alternativa para cuidar do corpo, da mente e do espírito.
Sem deixar de preservar a tradição cultural, Swami Sivananda divulgou o yoga por diversos países e abriu o acesso a toda a riqueza da sabedoria que, até então, estava restrita somente aos indianos. “Ele enxergou o yoga para o futuro, para a mente do ocidental e suas necessidades. E tudo isso sem descaracterizar os ensinamentos da Índia”, explica Subramanya (Marcelo Neves), diretor do Centro Sivananda de Yoga Vedanta do Rio de Janeiro.
Além de quebrar tabus e conquistar seguidores em todo o mundo, Sivananda desenvolveu sua vocação espiritual, pregando o bem por onde passou, em uma existência totalmente dedicada ao próximo e repleta de mensagens e ensinamentos, distribuídos em seus mais de 250 livros. Uma de suas frases mais famosas resume bem sua opinião a respeito do caráter universal da sabedoria indiana: “Yoga é um sistema de educação integral, é a arte de viver bem. O yoga não pretende dar as costas à vida, porém torná-la mais saudável e espiritual. Yoga é para todos, seu caráter é universal”.