6 – DharanaO sexto estágio é o exercício da concentração absoluta. Dharana é focar a mente em um único ponto, evitando ao máximo o "vai e vem" da mente e se preparando, dessa forma, para o real estágio meditativo. Repetir mantras e manter o olhar fixo nas bruxuleantes chamas de uma vela são algumas das sugestões que os Yoga Sutras trazem para que se consiga cumprir essa etapa, que exige tanto esforço e dedicação, com excelência.
A um passo de se atingir a iluminação está o dhyana, do qual você deve já ter ouvido falar inúmeras vezes – talvez só não com esse nome. Trata-se da verdadeira meditação, o momento em que as confusões da mente, finalmente, cessam. A experiência não é para qualquer um: extremamente difícil de ser conquistada, exige anos e anos de prática e dedicação. Quem chega lá, no entanto, garante que nada é tão compensador: a sensação é de paz suprema, os problemas do dia-a-dia passam a ser vistos como questões simples de serem resolvidas e o momento presente passa a ser o mais importante da vida.
Resultado final desse longo processo, samadhi é o estado no qual a consciência é iluminada pela luz divina. Segundo alguns mestres yogues, é o momento em que todo o amor está direcionado para o ser supremo e o indivíduo fica inteiramente ligado e absorvido por Ele (semelhante ao estado de moksha, no hinduísmo). É claro que ninguém chega aqui por acaso: o samadhi é a conseqüência da aplicação perfeita dos sete princípios anteriores, sinal de que não há mais nenhuma correção a fazer, de que a mente humana atingiu seu mais alto grau de perfeição. A recompensa: uma sensação de bem-estar e plenitude que vem de dentro, que independe de qualquer fator externo.